Blog Contra Grife

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Em 1992 o rapper americano Tracy Marrow, mundialmente conhecido como Ice T nos surpreendeu ao surgir com uma banda altamente hard core e pesada chamada Body Count, o primeiro álbum deles, homônimo, simplesmente explodiu em nossas cabeças na época por pataços como “KKK Bitch”, “There goes the neighborhood”, “Winner Loosers”, “Evil Dick”, a controversa “Cop Killer” (que foi banida e atacada pela policia americana) entre outras, deixando-nos a sensação de estarmos diante de algo tão impactante quanto um álbum clássico dos Dead Kennedys ou de um Bad Brains envenenado.

Ice T  hoje é visto como um símbolo cultural do movimento rap e da contra cultura americana, embora isso fique um pouco confuso em sua posição mais tranquila e serena na carreira de ator projetada e assistida mundialmente nos capítulos da série “Law and Order” no papel do detetive “Odafin “Fin” Tutuola”.

Essa aparente tranquilidade nem sempre foi assim em sua vida, órfão de pai e mãe com menos de 12 anos de idade não demorou muito para que o jovem Ice T acabasse envolvido com o mundo do crime, de pequenos delitos ele logo passou a assaltos e falsificação de cartões de credito, até acabar preso.

Logo que solto Ice foi apresentado ao rap em uma produção cinematográfica e mesmo com certo receio ele acabou topando e o fato transformou sua vida por inteiro, hoje ele já contabiliza varias participações em filmes tais como os cultuados “Saqueadores” e “New Jack City”, um de seus grandes clássicos é a musica “Colors” feita para o filme que leva o mesmo nome e que foi um dos grandes hits da musica rap nos anos 90 junto com Public Enemy e Nwa.

O artista também fez parte da badalada trilha sonora de Judgement night em uma dobradinha com o Slayer.

Ice comenta a mudança no mundo do rap na época, motivo que o incentivou a montar o Body County: “- Artistas como eu ou LL Cool J, tivemos nosso momento, cantávamos em um palco sozinhos, o surgimento e o fortalecimento da cultura rapper mais agressiva fez com que vários caras fodas se juntassem em grupos de 3, 4 ou cinco arrasando em um palco ao mesmo tempo e se revezando, foi impossível concorrer com algo tão impactante como o Public Enemy ou o NWA, o lance é que havia muito ecletismo musical em mim, eu gostava de peso, gostava da cultura punk, da musica pesada e usei isso para criar o Body Count, e a ideia funcionou”.

O Body Count surgiu em 1990 , gravou 6 álbuns oficiais de estúdio e um ao vivo e continuam cada vez mais afiados, suas apresentações são todas antológicas com destaque a explosiva aparição no festival “Smoke Out”.

Porem a tragédia marcou a vida da banda de maneira cruel com o falecimento de quase toda formação original e clássica do grupo, o primeiro a partir foi o baterista Beatmaster V que morreu de leucemia, logo em seguida o baixista Mooseman foi assassinado durante um tiroteio no South Central de Los Angeles e por ultimo foi a vez do o guitarrista D-Roc vitima fatal de linfoma, restando apenas Ice T e o guitarrista e compositor Ernie C.

Mesmo envoltos na fatalidade Ernie e Ice tocaram o barco reunindo uma nova formação que estreou na gravação do álbum e dvd ao vivo “Murder 4 Hire” lançado em 2006, deram uma pausa e apareciam esporadicamente ao vivo com destaque para a apresentação na festa de 15 anos da Vans Warped Tour em Los Angeles em 2009.

Nesse meio tempo seguiu em sua carreira de ator e em  inúmeros esquemas paralelos que incluem de grife de roupas, a Ice-Wear, a palestras sobre drogas e violência, outro lance super bacana é o livro que escreveu sobre a censura na musica, um tratado impactante chamado “The Iceberg/Freedom of Speech…Just Watch What You Say”.

Oito anos depois chegou a hora de voltar, mais furiosos do que antes eles lançaram dois grandes trabalhos “Manslaughter ” de 2014 e o recente “Bloodlust”, nos dois álbuns houveram homenagens ao Slayer e ao Sucidal Tendencies.

 

Um manancial de grandes e eternas memórias
de tudo que é e foi relevante,
de tudo que não pode ser esquecido.

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