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A censura  no Brasil é vista como uma herança maldita do período da ditadura, e com toda razão. Os motivos que inspiraram ela durante aqueles anos nefastos tinham um cunho mais político/ideológico e, certamente, algumas coisas que circulam livremente pela cultura brasileira nos dias atuais causariam repugnância naquela época. Não entraremos no mérito do quê deve ou não sofrer censura. Afinal, somos a favor da liberdade – todos têm o direito inalienável de aprovar ou reprovar o que bem entenderem, de diferenciar o que é ou não relevante para si, e o que soma ou não às suas vidas. Mas nem todos tem essa mesma postura em relação ao que é criado pelos mais variados estilos de artistas.

A América, conhecida mundialmente como a “Terra da Liberdade”, tem uma parcela significativa e influente de sua sociedade com valores morais e religiosos muito rígidos que, seguidamente, ao longo das décadas, travou batalhas com a classe artística mais “liberal”, tentando impor censura às suas obras. Durante a década de 80, elementos dessa parcela da sociedade fizeram uma perseguição cerrada aos artistas que foram considerados por eles como ofensivos.

A sexualização da música pop nessa época, a partir de personagens como Prince, Madonna e AC/DC, contribuiu muito para isso. A temperatura foi subindo e o Kisuco ferveu com a música “Darling Nikki”, do Prince. Era mais do que normal que as crianças consumissem os produtos midiáticos de maior sucesso entre o público adulto. O grande azar de Prince foi que o imenso sucesso de sua música acabou chegando aos ouvidos de uma criança específica: em 1984, a canção sexualmente nonsense do versátil astro pop, atingiu os ouvidos da pequena Karenna Gore. A pequena era filha do então senador Al Gore e da engajada Mary “Tipper” Gore, que já se organizava em atitudes de cunho social com outras mulheres de peso em Washington.

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A partir do constrangimento de sua filha ao ouvir a cabulosa letra de Prince, Tipper Gore fundaria o polêmico Parents Music Resource Center, um grupo de mulheres da alta sociedade que teria como principal missão moralizar a música pop, que havia se transformado em um “antro de perdição sem precedentes” ( imaginem se essa moda pega no Brasil). O grupo de mulheres cristãs rapidamente passou a exercer pressão sobre gravadoras, lojas de discos e emissoras de TV, tentando, inicialmente, proibir a veiculação e a comercialização de produtos cujo conteúdo pudesse “infectar a juventude do mundo”. Vendo que a missão era muito ousada e implicaria em bater de frente com os lucros da gigante indústria fonográfica, a trupe de Tipper Gore deu um passo atrás e sugeriu ao Senado a criação de um selo que ajudasse, lojistas e pais, a identificarem o conteúdo desaforado nas prateleiras. A proposta já havia sido feita anteriormente pela Associação de Pais e Mestres dos Estados Unidos, mas somente foi levada a sério quando ganhou a mídia, na voz da high society norte-americana.

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Felizmente, o desejo de Tipper Gore foi da “proibição” a “sinalização”, culminando com a criação do famigerado selo de advertência “Parental Advisory“. O selo é estampado na capa de qualquer disco de conteúdo considerado impróprio ou ofensivo, alertando aos pais que naquele produto há material potencialmente impróprio para o consumo dos ouvintes mais jovens.

Mas, mesmo com a investida mais branda, ainda assim gerou mal estar na classe artística. Dee Snider, vocalista do Twisted Sisters, chegou a comparecer ao Senado, onde realizou um discurso histórico em defesa da liberdade de expressão e do heavy metal. John Denver e Frank Zappa tomariam atitude semelhante em episódio que depois seria retratado no filme “Warning: Parental Advisory, de 2002. Tudo em vão. A discussão parecia mesmo uma arena que envolveria somente executivos da indústria fonográfica e forças políticas. O acordo não tardou a chegar, como bem o conhecemos, na forma de uma etiqueta em preto e branco colada em alguns de nossos álbuns preferidos.

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