Blog Contra Grife

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Esse texto encerra nossa trilogia das “excentricidades” dos ídolos do rock. Mas como todo bom espetáculo, deixamos as melhores atrações para o final. Sintam-se à vontade para pedir o bis! o/

Bruce Springsteen

Bruce é um cara cool, sem muitos incidentes dignos de nota, a não ser esse, que vale por todos.

Antes de um show em Rhode Island, EUA, o astro estava andando na rua e foi reconhecido por um fã. Resolveu jantar com o rapaz e acabou perdendo a hora, atrasando o show. Bruce, então, ligou para os organizadores do evento pedindo para que colocassem a ligação no áudio do palco e explicou toda a história pra plateia que estava esperando. No final das contas, pra compensar o atraso de 2 horas, ele fez um show de 3 horas e meia. Obviamente, ninguém se importou de esperar “The Boss”,  apelido recebido tamanha influência que tem sobre os americanos em geral. Bruce é um showman de primeira.

Bruce Springsteen

Bruce Springsteen

 

Brian Wilson

Os Beach Boys foram os principais rivais dos Beatles nos anos 60. Seu consagrado álbum, “Pet Sounds”, foi concebido no início dos problemas mentais de de seu líder, Brian Wilson, um gênio que oscilava entre a loucura e a sua genialidade. Uma das músicas planejadas inicialmente para o disco acabou ficando de fora do álbum e foi lançada apenas posteriormente, pois Wilson buscava a atingir a perfeição em sua composição. A megalomania envolveu 17 músicos, seis meses de gravação e custou à gravadora mais de 50 mil dólares (mais de US$400.000,00 nos dias de hoje). Ele dizia que queria captar os sons que ouvia em sua mente. Chamada “Good Vibrations”, foi considerada pela revista Rolling Stone, a sexta melhor música da história.

Porém, o equilíbrio entre inspiração e capacidade cognitiva de Wilson foi rompido, em 1967, enquanto ele e o letrista Van Dyke Parks montavam o álbum “Smile”, com elementos bizarros. Durante a gravação de “Mrs. O’Leary’s Cow”, por exemplo, seu piano foi colocado num tanque de areia e os músicos tiveram de usar capacete de bombeiro.

Por ser tido como um gênio, as pessoas geralmente perdoavam suas excentricidades, em vez de considerá-las graves sintomas de uma doença. Intercalada entre surtos de depressão suicida e psicose, a saúde mental de Wilson deteriorou-se progressivamente. Seu consumo habitual de drogas (que já poderia ser uma tentativa de autotratamento dos sintomas, algo comum em pacientes psicóticos), intensificou-se, e entre surtos de criatividade e bad total, ele perdeu a família. Chegou a pesar 136kg, passando dois anos e meio em uma cama.

Somente com os avanços no tratamento do Transtorno Esquizoafetivo, Wilson conseguiu voltar aos palcos. Passados mais de 30 anos, ele decidiu finalizar Smile (que havia sido considerado um dos melhores álbuns não-lançados) e voltou a apresentar-se ao vivo, sentado ao teclado. Embora não toque tanto quanto antes e tenha uma voz irregular, isso não ofusca seu brilho diante dos fãs.

Brian Wilson

Brian Wilson

 

Elvis Presley

Elvis chegou em um ponto de sua vida em que suas excentricidades eram inacreditáveis, basta lembramos do acontecimento de seu encontro com Nixon.

Numa bela manhã, ele simplesmente arrancou da parede de sua casa uma pistola Colt .45, comemorativa da Segunda Guerra Mundial e voou com seu jatinho para Washington. Chegando sem avisar à Casa Branca, pediu uma audiência com o presidente. Seu encontro com Nixon, foi pra lá de bizarro. Depois do inusitado presente (a pistola), Elvis se voluntariou como espião, pois queria andar infiltrado e disfarçado em ações secretas para o governo. Para convencer o presidente, valeu-se até de uma demonstração de suas habilidades no Karatê.

Seu verdadeiro propósito, porém, era receber um distintivo do “Bureau of Narcotics and Dangerous Drugs”, que só existia em sua cabeça. Ele achava que o distintivo lhe daria autoridade para entrar em qualquer país, com as armas e drogas que desejasse. Acabou levando um “souvenir”, feito especialmente para ele, e que, segundo Priscilla Presley, Elvis sempre carregava consigo em um estojo de couro.

Mas e o caso dos sanduíches de amendoim?

Elvis estava em casa com dois amigos. Já estava escurecendo quando comentou sobre o sanduíche de pasta de amendoim mais gostoso que ele já havia comido, em Denver, no Colorado, e custava 50 dólares. A receita levava geleia e bacon, além da pasta de amendoim. Um dos caras comentou: “Como eu gostaria de comer um desses agora!”. O Rei, nem pensou: botou 19 pessoas em seu jatinho particular e voaram 3.000 km até Denver. Vinte e dois sandubas, uma caixa de champanhe e outra de água mineral foram encomendados pelo telefone do avião. Ainda no início da madrugada, o dono do restaurante levou os lanches a bordo. Depois de comerem, o avião decolou de volta pra Memphis. Essa brincadeirinha durou menos de 3 horas, e custou mais de 100 mil dólares.

Bônus: Elvis ainda tinha uma “mania” de distribuir Cadillacs. “Agradinhos” modestos, não?

Elvis Presley

Elvis Presley

 

Keith Richards

Pouco tempo atrás lhe foi perguntado sobre a veracidade das histórias absurdas que as pessoas contam sobre ele. Com seu humor característico, respondeu: “É verdade, continuo escutando essas histórias absurdas e sempre me pergunto onde eu estava nessas horas”. Em muitas vezes ele não estava mesmo, pelo menos e sã consciência. A heroína o conduziu por grande parte de sua vida e lembrar do que fez, pode ser algo impossível, permitindo que as lendas tomem dimensões ainda maiores com o passar dos anos. Vamos lá.

O ano de 1967 foi o auge do abuso do LSD e, certa vez, Keith foi surpreendido por uma batida policial na casa onde estava. Recebeu alegremente de braços abertos os policiais, pois acreditava tratar-se da visita de duendes.

Nas gravações de “Exile on Main Street“, na vila Nellcôte, França, Keith vivia pedindo para dar uma pausa, inventando uma desculpa qualquer e dizendo voltar em cinco minutos. Voltava horas e horas depois com algum riff na cabeça, chamando apressadamente o técnico de som para registrar sua criação e perguntando aonde estavam os outros Stones, pois ele imaginava ter se ausentado por apenas alguns minutos.

Pouca gente, aos 60 e poucos anos, pode dizer que caiu de uma árvore e sobreviveu. Keith é uma delas. Em 2006, o músico bateu a cabeça após despencar de um coqueiro, em um resort nas ilhas Fiji. Parece que ele se desequilibrou enquanto tentava pegar uns cocos. Ficou alguns dias internado e retornou aos trabalhos, pronto para outra.

Keith, certamente é um espécime a ser estudado. Ninguém sabe como ele ainda está vivo. É comum ouvirmos que em mundo pós hecatombe nuclear, sobrarão apenas ele e as baratas. Enquanto nossa extinção não vem, ele já sobreviveu a um choque elétrico no palco, a um incêndio em sua cama causado por um baseado, a injeção de droga com estricnina e ao esmagamento pelos livros de sua biblioteca. Já se submeteu a hemodiálises e transfusões para dar uma limpadinha em seu corpo intoxicado. Muitas pessoas se perguntam: que tipo de de mundo deixaremos para ele depois que nos formos? Quando suas filhas morrerem ele herdará algo? Pois é! Dúvidas muito sérias.

Bônus: se ele cheirou as cinzas do próprio pai, não há como provar. O “fato”, que foi desmentido por sua empresaria, voltou como boato quando ele reafirmou tal “singelo ato de carinho” por seu velho.

Keith Richards

Keith Richards

 

Ozzy Osbourne

O Ozzy é campeão aqui na Contra Grife. De cada dez palavras nossas, uma toca em seu nome. Nosso famoso “Lord Of The Fucking Darkness” é o astro mais atrapalhado e sem noção que pisou na face da Terra (se bobear também no lado escuro da lua). É o legitimo convidado trapalhão, o Peter Sellers do rock.

No show de 2011, em Porto Alegre, o cantor apareceu enrolado na bandeira tricolor do Grêmio, em pleno ginásio Gigantinho, do Internacional. Para piorar, o Internacional tinha mandado confeccionar duas camisetas especiais em sua homenagem, mas ele preferiu a bandeira do rival.

Durante uma apresentação do Black Sabbath na Argentina, em 2013, o músico cometeu uma baita gafe (ou seria intencional?), ao aparecer no palco envolto em uma bandeira do Brasil, onde faria os próximos shows da turnê. Tomou a maior vaia, como era de se esperar.

Sua ligação com os animais não é das mais amistosas. Bichinhos devem manter-se em uma distância segura do figura, principalmente: morcegos (Batman, incluso), pombos, galinhas, bois e vacas. Só os cachorrinhos estão seguros, pois nosso Madman se derrete diante desses seres superiores.

Como ladrão foi outra comédia. Na adolescência pobre, Ozzy preferia roubar a ter de trabalhar. Numa das ocasiões foi preso, entalado com uma TV em uma janela. Em outra, mais esperto, usou luvas, só que as luvas não cobriam seus dedos, como já era fichado, dançou novamente.

Esvaziou sua bexiga no Cenotáfio do Álamo, erguido em memória aos texanos mortos em confronto contra o México. Acabou detido, de novo.

Foi trancafiado no quarto pela esposa Sharon que, achando-se esperta, escondeu suas roupas para que ele não pudesse usa-las. Acabou sendo trapaceada quando o companheiro pulou a janela do quarto vestido com as roupas dela.

Em meados dos anos 80, seu médico chegou a pedir que fizesse exames para saber se estava contaminado com o HIV, tão combalido estava seu sistema imunológico. O cantor passou alguns dias em pânico, já que na época não havia tratamento para a Aids. Quando o resultado dos testes de sangue chegou, descobriu-se que o abuso de álcool e drogas deixaram seu sistema imunológico tão frágil quanto o de um doente. Felizmente para nós, ele continua nos encantando e divertindo. Esperamos que por mais um bom tempo.

Ozzy Osbourne

Ozzy Osbourne

 

Encerramos…

…por enquanto. Como falamos ao abrir essa série, nossos ídolos são um manancial inesgotável de tretas.

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Um manancial de grandes e eternas memórias
de tudo que é e foi relevante,
de tudo que não pode ser esquecido.

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