Blog Contra Grife

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Nós, da Contra Grife, já tivemos a experiência de presenciar uma apresentação do Rammstein quando abriram para o Kiss em Porto Alegre, no ano de 1999. Mad Max style é pouco pra tamanha loucura, gasolina, engrenagens alucinantes, visual arrasador e sonoridade pancada. Para levantar qualquer esqueleto que se preze, toneladas de metal, aço, querosene, óleo diesel, fogo e bizarrices.

Formada em 1994, a banda alemã é composta por Till Lindemann nos vocais, Richard Z. Kruspe e Paul H. Landers nas  guitarras e backing vocals, Oliver “Ollie” Riedel no baixo, Christian “Flake” Lorenz nos teclados e Christoph “Doom” Schneider na batera e percussão eletrônica. O som, de uma qualidade indiscutível, é uma mistura de metal industrial com “tanz” metal (em inglês: dance metal), uma espécie de heavy metal com sintetizadores.

Nada de historinhas melosas de amor ou apenas performances no palco. Os clipes do Rammstein são regados a bizarrices e cenas altamente censuráveis. Caso dos vídeos de “Sonne”, onde a Branca de Neve é chegada num pozinho mágico, ou “Rosenrot”, que conta a história de um padre que se envolve com uma menor de idade e assassina os pais dela, a pedido da própria garota. Mas, sem dúvida o mais polêmico e escandaloso de todos é o vídeo de “Pussy”. Pelo nome você já deve ter adivinhado o teor, né? Sim, os caras tiveram a coragem de fazer um vídeo 100% pornô, com direito a closes “ginecológicos” e tudo mais. Está disponível para visualização em apenas canais XXX.

O vocalista Till Lindermann costuma dizer que prefere dar algo a mais nas apresentações da banda. Coisa que o público não teria se apenas ouvisse os “CDs” em casa. E é disso que os fãs do Rammstein gostam! Performances com fogos de artifício, explosões, pirotecnias, manobras com maçaricos e figurino inusitado. Tudo feito com extrema perfeição, o que torna o show da banda um grande espetáculo e faz valer a máxima repetida pela maioria dos fãs do grupo: “Outras bandas tocam, o Rammstein queima!”. No entanto, essa é a parte mais “leve” das apresentações. As maiores polêmicas ficam por conta das performances da música “Bück Dich”, em que há uma simulação de sodomia entre Linderamnn e Flake, e dela, mais uma vez, “Pussy”, em que Till “ejacula com seu pênis gigante” na plateia . Tais performances  resultaram na proibição dos shows da banda em alguns lugares, como nas cidades de Moscou e Minsk , na Rússia e Bielorrússia, respectivamente.

“Ich Tu Dir Weh”, apresenta um clipe cheio de efeitos e de uma obscuridade intensa. A luz que sai da boca do  vocalista não foi um efeito de computação. Till furou a bochecha para introduzir os fios de led que fazem sua boca brilhar. O mesmo ele já fez em performances ao vivo da música. Os caras da banda acreditam que como se trata de uma música que fala sobre dor (sadomasoquismo), Till deve se entregar de corpo e alma à performance.

Pelo visto, nas últimas apresentações, Till anda menos masoquista — note o fio saindo de sua boca ao invés da bochecha na tournê de 2017.

Como não poderia ser diferente, as letras do Rammstein possuem um teor altamente bizarro, que mistura o sinistro com o humor. Fazendo uma certa sátira sobre sexo (é claro) em todas as suas definições, além de falarem sobre amores peculiares e suas obsessões. Canibalismo, sadomasoquismo, homossexualismo, incesto, necrofilia, abuso sexual. Tudo escrito de maneira dúbia, dando dupla interpretação à “poesia”. Em “Ich Tu Dir Weh”, por exemplo, Till canta sobre o sexo sadomasoquista, o que também custou à banda a proibição de tocá-la em alguns shows.

Numa banda onde seus integrantes fazem questão de usar de irreverência e contar através de suas letras, realidades às vezes tão cruéis, fatos bizarros acabam por fazer parte de seu cotidiano. Diga que outra banda poderia ser processada por um canibal a não ser o Rammstein? Pois é, “Mein Teil” tem a letra inspirada na história do canibal alemão Armin Meiwes. O tal canibal processou a banda, ganhou a causa e arrancou US$ 5,5 milhões dos cofres dos caras!

O Rammstein também já sofreu inúmeras acusações em seu próprio país, a Alemanha, de que os músicos teriam afinidade com o regime nazista, principalmente devido à imagem obscura e militarista que a banda passava em alguns de seus clipes, como no caso do vídeo de “Stripped”. Inclusive, em 1995, quando a banda lançou o álbum “Herzeleid”, a crítica alemã os acusou de enaltecerem a raça ariana. A capa do disco trazia os caras sem camisa na frente de um girassol, como se eles fossem uma espécie de “garotos propaganda da raça ariana”, o que acabou custando a censura dessa capa em diversos países.

Tempos depois veio o massacre de Columbine, nos EUA, onde dois estudantes adolescentes mataram doze colegas e um professor. Sobre quem caiu a culpa? Sim, no Rammstein! Eles foram injustamente acusados, juntamente com Marilyn Manson, de terem influenciado os garotos, pois no quarto dos assassinos foram encontrados diversos discos, pôsteres e camisetas da banda.

Além de toda a polêmica com letras, clipes e shows, os integrantes da banda também fazem questão de expor seus pontos de vista sem a menor preocupação de chocar:

“Gostamos de estar no limite do mau gosto.”   (Paul Landers, guitarrista – The Times, Janeiro de 2005)

“Gostamos das nossas músicas, mas não o suficiente para entender por que tanta gente vêm nos ver nos shows. Às vezes a gente não entende mesmo.” (Paul Landers, guitarrista , em entrevista à MTV Brasil, 2010)

“Nossas letras são sempre negras e sinto que temos esses elementos sombrios em nós como pessoas, por isso é o que sai naturalmente.” (Richard  Kruspe, guitarrista – Universal, 2009)

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