Blog Contra Grife

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Hoje em dia o Rock anda um senhor bem comportado comparado ao tempo em que era visto como uma verdadeira ameaça à sociedade. Na segunda metade do séc. XX, era uma verdadeira conquista para a polícia prender alguém famoso ligado à música, principalmente ao Rock. E para as estrelas rebeldes, era a prova de que a sociedade perseguia idealistas que estavam mudando o mundo. Cada “ator” fazia seu papel nessa briga — do jovem rebelde ao velho conservador —, tão autêntica na época e que, atualmente, parece não mais existir. Talvez até por não haver mais necessidade, pois suas vozes falaram mais alto e mudaram efetivamente o Status Quo.

Para a sociedade da época, era regra básica que estrelas fossem exemplos da moral e bons costumes, como é cobrado hoje dos astros do Hip-Hop nos EUA e dos “funkeiros” em terras tupiniquins. Isso, obviamente, ia contra os princípios rebeldes do rock, o que levou algumas figuras históricas a passarem alguns dias no xilindró. Mas, felizmente para a música, a maioria cometeu pequenos delitos ligados às drogas, quebra-quebras, bebedeiras ou vandalismo. Logo eles estavam de volta à ativa e essas experiências viravam combustível para sua ascensão e, às vezes até, davam um “up”, em carreiras desgastadas.

A Contra Grife foi em busca de alguns desses “melhores” piores momentos de alguns ídolos:

Jerry Lee Lewis

Jerry Lee acrescentou mais uma ocorrência à sua extensa folha corrida, quando em 1976, dirigiu bêbado até Graceland, casa de Elvis Presley, pedindo ao porteiro para que interfonasse para ele, informando que seu assassino estava ali para visitá-lo. Sabiamente, vendo que nosso “assassino” estava delirando de bêbado e sacudindo uma pistola Derringer.38, o porteiro optou por chamar a polícia. Foi preciso cinco policiais para tirar Lewis de seu Lincoln Continental, não antes dele quebrar uma das janelas do carro com uma garrafa de champanhe vazia.

 

Johnny Cash

Se ele estava apenas colhendo flores em uma propriedade privada, como alguns alegaram, ou se estava mesmo indo até uma loja comprar cigarros, como alegou, o fato é que o Homem de Preto se encontrava há horas fora do toque de recolher da cidade de Starkville, Mississippi, na noite de 11 de maio de 1965, inquestionavelmente embriagado. Lançado na cadeia até ficar sóbrio, acabou quebrando o dedão do pé chutando a porta da cela. Esse incidente, inclusive, virou a música “Starkville City Jail”. Ao ser liberado, Cash virou para seu companheiro de cela, um menino de 15 anos, também preso por intoxicação pública, e lhe entregou seus sapatos, rosnando: “Aqui está uma lembrança. Eu sou Johnny Cash“. Quem diria, as vezes o crime compensa.

 

Jim Morrison

O líder dos Doors certamente não era um desconhecido da polícia. Porém, ao perguntar (bêbado) para uma plateia de dez mil fãs que assistiam a um concerto no Miami’s Dinner Key Auditorium: “Vocês querem ver meu pau?”, gerou um clamor popular, incentivado por um circo midiático, que levou o estado da Flórida a emitir um mandado de prisão contra ele. Apesar de ninguém ter conseguido provar que Morrison chegou, realmente, a mostrar seu “instrumento” em 02 de março de 1969, ele foi julgado e condenado a seis meses de prisão por exposição indecente e “profanação intencional”. Ele morreu em Paris enquanto seu apelo jurídico ainda estava pendente. Em 2010, Morrison foi postumamente perdoado pelo governador da Flórida, Charlie Crist, e pelo Conselho de Clemência do estado.

 

Keith Moon

Esse não nos deixou a famosa foto de delegacia (mugshot), mas deixou a história mais insana da lista!

A  lenda foi oficialmente consolidada em 23 de agosto de 1967, quando o baterista do The Who foi preso depois de comemorar seu aniversário de 21 anos — na verdade era 20 anos, mas Keith queria poder tomar um trago —. Tudo iniciou com uma guerra de comida no Holiday Inn, em Flint, Michigan, que se transformou num caos em grande escala. Quartos foram destruídos, banheiros explodidos, extintores de incêndio disparados, e um Lincoln Continental parou dentro da piscina, com Keith, nu, ao volante. Antes de prendê-lo, a polícia de Flint escoltou Moon (que havia quebrado um dente ao tentar fugir) a um dentista local — o baterista supostamente estava tão bêbado, que nem precisou anestesia—. A cadeia de hotéis Holiday Inn enviou uma fatura de US$ 24.000,00 ao The Who e proibiu o grupo de se hospedar novamente em qualquer um de seus hotéis.

 

Ozzy Osbourne

Após uma apresentação no Mid-South Coliseum em Memphis, dia 14 de maio de 1984, nosso “Prince of Fucking Darkness” foi preso. Foi acusado de intoxicação pública quando policiais disseram ter encontrado o ex-líder do Black Sabbath “bêbado”, logo depois da meia-noite e meia, na Beale Street, distrito de entretenimento de Memphis.

 

Paul McCartney

Em janeiro de 1980, enquanto se preparava para a primeira turnê do Wings no Japão — e sua primeira visita à ilha desde os tempos dos Beatles — Paul McCartney arrumou uma mala com todos os elementos essenciais: escova de dente, pijama, roupas e. . . quase 250g de maconha de alta qualidade. “O material era bom demais para jogar no vaso sanitário, então pensei em levá-lo comigo.”, disse em entrevista posterior. Esse lapso de julgamento, levou a uma permanência de nove dias no Centro de Detenção de Narcóticos, em Tóquio, e ao dispendioso cancelamento da turnê japonesa do Wings. Com certeza, Paul nunca mais esqueceu de deixar a erva em casa antes de embarcar em suas turnês mais recentes.

 

David Lee Hoth

O que era para ser uma batida antidrogas de rotina no Washington Square Park, em NY, acabou virando notícia mundial, em 16 de abril de 1993. Para surpresa dos policiais, entre os traficantes e compradores presos estava ninguém menos que o ex-vocalista do Van Halen. O mais chocante de todo o incidente não foi o fato de o músico gostar de maconha, ou ser pego com US$5,00 em erva de baixa qualidade, mas o erro de escolher um lugar turístico cheio de policiais para comprar sua droga.

 

Marilyn Manson

Outro velho conhecido da polícia, Manson foi preso pela primeira vez em Jacksonville, na Flórida, em dezembro de 1994, por algumas palhaçadas no palco que envolveriam masturbação com um consolo. A acusação foi retirada mais tarde quando a polícia não conseguiu achar o acessório. Manson estava simplesmente usando calcinha de borracha preta, com um buraco para o tal “brinquedo”. Isso não impediu sua detenção por 16 horas, até fazer uma avaliação psiquiátrica, que o liberou ao convívio em sociedade.

 

Janis Joplin

Joplin foi presa imediatamente após um show no Curtis Hixon Hall, em Tampa, Flórida, em 16 de novembro de 1969. A prisão resultou de uma briga que Joplin teve com a polícia, que pedia às pessoas na platéia que sentassem. A polícia, então, ordenou que Joplin instruísse a multidão a se sentar, mas ela recusou, amaldiçoando os policiais. Foi presa ainda nos bastidores e solta sob fiança mais tarde. As acusações foram posteriormente retiradas, depois de ter-se decidido que as ações da cantora eram um exercício de liberdade de expressão.

 

Sid Vicious

Sid Vicious, baixista do Sex Pistols, é o único da lista preso por um crime realmente sério. Ele foi preso pela polícia de Nova York, acusado do assassinato de sua namorada, Nancy Spungen, em outubro de 1978. A subsequente overdose de drogas de Sid “poupou-lhe” de um julgamento, deixando dezenas de teorias sobre aquela noite. Jamais saberemos o que realmente aconteceu.

 

David Bowie

Como tudo que cerca a vida de nosso homem do espaço, a famosa foto de Bowie segurando a placa de identificação da polícia tem uma história curiosa por trás. Considerada uma das melhores fotos de celebridades, a imagem é, na realidade, uma foto oficial da polícia tirada após a prisão de Bowie por porte de maconha, em 1976. Os jornais relataram que Bowie foi preso às 2:25 da manhã, do dia 21 de março de 1976, após uma apresentação em Rochester, Nova York, com cerca de meio quilo de maconha. Ele foi detido com três outros — incluindo o músico Iggy Pop — por três horas e depois liberado sob uma fiança de US$ 2.000,00. Bowie, mais tarde, se declarou inocente e um grande júri decidiu encerrar o caso.

Porém, foi só em 2007 que a foto apareceu. Um funcionário de uma casa de leilões chamado Gary Hess, limpando a propriedade de um policial aposentado, se deparou com uma foto jogada no lixo. Depois de examiná-la, percebeu que estava segurando uma foto desconhecida do astro do rock David Bowie. Sem dinheiro, Gary deu a foto a seu irmão Todd, para vendê-la no eBay. Querendo angariar publicidade para a venda, Todd vazou a foto para o site “The Smoking Gun”, que publicou-a rapidamente, viralizando-a. A foto acabou vendida no eBay, em 2007, por mais de US $ 2.700,00, para um fã. Por sorte nossa, Gary e Todd não foram espertos o suficiente para licenciar a foto e hoje ela estampa desde posters até imãs de geladeira e, é claro, camisetas!

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